Mariana Monteiro apoia o Projecto Sinergias no combate à violência no namoro

A actriz Mariana Monteiro realizou ontem um testemunho contra a violência doméstica, o qual integrará o vídeo pedagógico sobre aquela temática. Este vídeo, que integra o guia de recursos do Projecto Sinergias, será transmitido nas diversas acções de sensibilização a realizar, designadamente em escolas, colégios, instituições particulares de solidariedade social, estabelecimentos prisionais, entre outras entidades que trabalhem com jovens e jovens adultos.
Sendo Mariana Monteiro, uma referência para muitos jovens, o Projecto Sinergias crê que o seu testemunho pode contribuir para mudar atitudes e comportamentos, designadamente no que toca à violência no namoro. Mariana Monteiro salientou que “é importantíssima a participação de figuras mediáticas nas acções de sensibilização contra a violência doméstica.” Referiu, igualmente, que é importante incentivar a denúncia do crime de violência doméstica, pois “isto é um crime”.
Salientou o papel de toda a sociedade, designadamente do poder político e judicial, da comunicação social, que “deve pôr este tema na primeira página”, das famílias e das escolas. Salientou que estas últimas (família e escola) devem “educar para a igualdade e para a tolerância”, pois essa é uma forma de prevenir o fenómeno da violência doméstica, nas suas mais diversas manifestações. Por último, Mariana Monteiro dirigiu a sua palavra às vítimas de violência doméstica: “Por favor não se cale, não desculpabilize e denuncie, não sinta pena do agressor, pois ninguém ama, batendo”.


Mariana Monteiro e Benedita Aguiar, coordenadora do Projecto Sinergias

De acordo com Gover, Kaukien e Fox (2008) este tema tem merecido especial destaque recentemente, pois as investigações sugerem que a violência no namoro é um preditor da violência marital.
É de salientar o trabalho desenvolvido por Carla Machado e Sónia Caridade que, entre outros dados relevantes, referem que existe «tanta violência» no namoro entre os jovens do escalão etário 15-25 anos, como no casamento, sendo que 25% dos jovens já foram vítimas de violência no contexto de uma relação afectiva.
Além disso, a reprodução de comportamentos violentos de geração em geração parece ser uma evidência, registando-se dois dados de extremo relevo: por um lado há uma maior propensão para a produção de comportamentos violentos nas pessoas provenientes de agregados familiares onde a violência doméstica é um facto (Gelles, 1997) e, por outro lado, há uma maior propensão para se ser vítima de violência doméstica quando na família se regista violência doméstica (Gomes et al, 2007).
De acordo com Benedita Aguiar “frequentemente, em nome do amor, são construídas situações de violência emocional e física, que, entretanto são legitimadas em razão do próprio amor”. Nesse sentido, “temos vindo a combater activamente o fenómeno da violência no namoro, mediante a realização de acções de sensibilização destinadas a jovens e jovens adultos”.
A coordenadora da iniciativa salientou a importância do testemunho de Mariana Monteiro, “uma das actrizes portuguesas com maior potencial e cujo sucesso é deixado transparecer pelas suas excelentes interpretações, designadamente na série «Morangos com Açúcar», «Doce Fugitiva», «Fascínios», «Equador» e muito recentemente como protagonista da telenovela «Deixa que te Leve»”.
Saliente-se que este Projecto é promovido pela Associação Famílias com o apoio do POPH e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.


Projecto Sinergias participa na campanha «Maltrato Zero», que une 22 países ibero-americanos

A campanha designada «Maltrato Zero» (www.maltratozero.com), promovida pela Organização Ibero-Americana de Juventude (OIJ), e em Portugal pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e pelo IPJ, na qual Mariana Monteiro também colaborou, tem como objectivo alertar as sociedades para a necessidade de denunciar situações de violência contra as mulheres e para ajudar a combater esta realidade.
Benedita Aguiar referiu que “qualquer um de nós pode integrar um cartaz com uma frase contra a violência doméstica ou mesmo dar um contributo verbal contra este fenómeno. Quer os cartazes, quer os vídeos, depois de aprovados, serão disponibilizados na internet, podendo estar acessíveis a toda a comunidade”. A coordenadora do Projecto Sinergias referiu ainda que “não obstante ser destinada à sociedade em geral, o movimento «Maltrato Zero» está dirigido principalmente à população jovem dos 22 países ibero-americanos.”
Terminou referindo que o Projecto Sinergias já aderiu ao movimento, esperando-se uma adesão em massa por parte da comunidade bracarense.

Violência Doméstica - conceito e consequências



Daniela Monteiro, responsável de acção social do projecto e docente da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa, expôs o conceito do fenómeno social da violência doméstica e as suas consequências efectivas, para a vítima e agressor, decorrentes do(s) episódio(s) de agressão.

A equipa do Projecto Sinergias aderiu ao movimento maltratozero... ADERE TAMBÉM.



O primeiro passo para prevenir a Violência Doméstica é a sensibilização, a capacidade para a detectar e a consciência crítica para não a tolerar. Por estas razões, um dos principais objectivos da actual campanha é o aumento da consciencialização dos/as cidadãos/ãs sobre este tipo de violência e o envolvimento da sociedade num compromisso público para a sua erradicação. Esta campanha visa uma actuação mais directa, transmitindo à/ao agressora/agressor uma mensagem inequívoca: a sociedade está alerta e defenderá de forma veemente a vítima.
A ideia-símbolo da Campanha MOSTRA O CARTÃO VERMELHO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA pretende ser o reflexo da repulsa social contra o maltrato, por ser um gesto conhecido de toda a sociedade e, particularmente, no âmbito desportivo: quem não joga “limpo”, fica fora desta sociedade. Cada gesto que mostre o Cartão Vermelho traduzirá a reprovação que todos e todas fazemos do maltrato.
Esperamos que o simbolismo do Cartão Vermelho se generalize e se converta num recurso partilhado de toda uma sociedade que não tolera as agressões e que, de nenhum modo, é cúmplice do maltrato.
Contra a Violência Doméstica, é hora de nos unirmos e actuarmos.
Aqui tens o teu Cartão Vermelho!
Com ele podes expressar a tua repulsa face ao maltrato. Um gesto para manifestares que a violência doméstica não tem lugar na nossa sociedade.

Ligue: 800 202 148 ou 144
www.maltratozero.com

O fenómeno da violência doméstica - consequências físicas e psicológicas



Cátia Silva, licenciada em sociologia pela Universidade do Minho, com actividade na área da formação e consultoria expõe o fenómeno social da violência doméstica, nomeadamente as suas consequências físicas e psicológicas mais comuns.

Entrevistas sobre Violência Doméstica



O presente trabalho foi efectuado no âmbito do Projecto Sinergias, promovido pela Associação Famílias. Este Projecto é financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), eixo 7 (Igualdade de Género), tipologia 7.3 de Apoio Técnico e Financeiro às Organizações Não Governamentais. Dentro das três temáticas chave do Projecto Sinergias, foram elaborados três vídeos pedagógicos sobre: Igualdade de Género, Violência Doméstica e Tráfico de Seres Humanos. O presente vídeo incide sobre a temática da violência doméstica, sendo vários excertos de entrevistas realizadas com o objectivo de sensibilizar para este fenómeno social. Os vídeos acompanham os Guias Pedagógicos do Projecto e podem ser utilizados em acções de sensibilização sobre aquelas temáticas. A Associação Famílias disponibiliza os recursos pedagógicos às entidades que operam naquelas áreas, numa perspectiva de disseminação dos princípios orientadores do Projecto Sinergias. Para a aquisição de uma cópia deste vídeo deverá contactar: projectosinergias@gmail.com ou 253611609

Dr. Manuel Damas colabora com o Projecto Sinergias





Eduardo Sepúlveda(Psicólogo do Projecto Sinergias, Dr. Manuel Damas e Benedita Aguiar (Coordenadora do Projecto Sinergias).

Dr. Manuel Damas - Médico e Professor Universitário. Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Mesa do Congresso do Sindicato Independente de Professores e Educadores - SIPE. Presidente do Conselho Fiscal do Instituto Português de Investigação e Apoio aos PALOP. Presidente da Direcção da Associação CASA - Centro Avançado de Sexualidades e Afectos. Coordenador da Consulta de Sexologia da Clínica Central da Areosa. Autor da crónica Sexualidades no jornal "O Primeiro de Janeiro". Co-autor do programa televisivo "Sexualidades, Afectos e Máscaras"na Porto Canal, à sexta-feira, às 0.30 hora, em directo e ao Domingo, às 0.00, em diferido.

Projecto Sinergias realiza protocolo de parceria com a União de Sindicatos de Braga


Dirigentes Sindicais da União de Sindicatos de Braga

O Projecto Sinergias, promovido pela Associação Famílias e financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), na tipologia 7.3 de Apoio Técnico e Financeiro às Organizações Não Governamentais estabeleceu um protocolo de parceria com a União de Sindicatos de Braga, cujo objectivo é promover acções de sensibilização, junto dos dirigentes sindicais, no domínio da Igualdade de Oportunidades, designadamente nas temáticas que se relacionam directamente com a esfera laboral.
De acordo com Benedita Aguiar, coordenadora do Projecto Sinergias, “as acções versarão temas diversos, dentro dos quais posso salientar a questão do assédio sexual no local de trabalho, conciliação entre a vida familiar e profissional, maternidade e paternidade, entre outros.” Adiantou que “estas acções assumem uma importância preponderante, uma vez que os dirigentes sindicais, entre outros aspectos, zelam pelo cumprimento do princípio da Igualdade de Oportunidades na esfera profissional. Ao possuírem uma formação mais ampla neste domínio a sua acção será, certamente, mais profícua”.
A primeira acção, que abordou a temática da Igualdade de Género, abrangeu dirigentes sindicais do calçado, malas e afins, da construção civil e madeiras, da indústria metalúrgica, da indústria têxtil e dos transportes rodoviários. Helena Silva, psicóloga que acompanhou a acção, sublinhou o empenho do Coordenador da União de Sindicatos de Braga, Adão Mendes, no desenvolvimento da iniciativa.